Direção – Marcelo Galvão
Elenco – Christiano Cochrane, Deto Montenegro, Antônio Destro, Malu Bierrenbach.
O diretor de uma escola primária convoca os pais dos alunos da Quarta B para uma reunião após ser encontrado um tijolo de maconha na sala. Um grupo heterogêneo de pessoas se reúne e logo começam a acusar uns aos outros sobre quem é o pai do dono da maconha, mostrando claramente o preconceito enraizado em cada pessoa e a obesssão em defender seu lado, não percebendo os próprios defeitos. No grupo temos o advogado agressivo, o surfista, o desempregado, a mãe superprotetora e um casal de idosos, entre outras figuras comuns da chamada classe média.
A interessante premissa tinha tudo para render um ótimo filme, com discussões aprofundadas sobre a forma de pensar e ver o mundo destas pessoas, porém o roteiro do próprio diretor Marcelo Galvão dá uma reviravolta até certo ponto absurda, que não vou comentar para não estragar a surpresa de quem deseja assistir.
Esta reviravolta leva a sequências que chegam a ser psicodélicas e algumas mostradas de forma não linear, ficando claro a pretensão do diretor em focar nas imagens e nas reações dos personagens. Esta tendência do diretor em criar imagens e sequências para confundir o público, se tornou ainda mais exagerada no seu filme posterior, o confuso “Bellini e o Demônio”. Aqui esta escolha faz o longa se tornar irregular e perder parte da força, porém ainda é um interessante exercício de análise sobre como os filhos são reflexos dos pais.
Não deixe de assistir aos créditos finais, com alguns depoimentos interessantes que explicam o comportamento dos pais dos alunos.

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